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sábado, 30 de outubro de 2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Surtos

Sussurro bobagens
Rezo em um credo que não existe
Uma prece que acalme teus surtos.
Mulheres em transe
Amedrontam os piores demônios
Quem dirá um simples tolo como eu.
A caixa (de papelão) virada e o mundo esparramado em seus pés
Sinto lanhar a alma com a dor que atormenta
Bato fotos
Tomo tapas
Fico sem graça
Respiro a poeira do cimento
Surtos metropolitanos
Poesia e concreto.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ricardo Gumbleton Daunt

Onde está minha identidade?
Será que está por aí ,
A voar pelos ares.
Com meu polegar estampado
E reconhecido pelo instituto do Ricardo?

(entre uma tormenta)
Lenta garoa da terra de São Paulo
Cosme e Damiaum
Sim ainda sou do tempo que se tocava piando com a tinta nos dedos
E se juntavam algumas moedas entre meninos na rua
Tomar uma tubaína no bar
Não?
Sinto muito.
Hoje em dia
Digitais também
São digitalizadas e reconhecidas pela luz vermelha
Ela pisca
Quem é você?
Você, realmente é você?
Teima a luz vermelha
A piscar
Perguntar
Who are fucking you
Please!
Digitalidades.

Coca do mundo

O mundo anda por aí ,encarquilhado e bêbado.
Tentando se desvencilhar da cocaína humana
que circula em suas veias.
Sim , sem chance,o cara
está enlouquecendo.
Ficando muito louco de gente,
droga vagabunda,
que não dá barato.
Tem que se ligar
Do jeito que o mundo anda
Com certeza,
uma hora vai querer se matar.
Aí sim veremos.
Ou não,Vai saber né?

sábado, 21 de agosto de 2010

In Fame

Cetros ainda seguem seu caminho
mesmo que nenhuma mão
ou nenhum rei os segure,
ainda estarão lá.
Neste momento, sinto o ácido
doído e brutal
efervescendo

almost, almost all

da mesma forma.
Tinha treze anos
meus fantasmas existiam
Ainda que nenhum Hitchcok os filmasse,
ou Poe os escrevessem
mesmo assim,
ainda estariam lá.
seriam como os montros de Quintana
nos expremendo com sus olhos azuis.
Hoje não tenho mais
treze anos.
Ando pela vinte e três
numa sexta-feira à tarde.
Os óculos
escuros escondendo o rosto
A vergonha não escondendo a cara
do medo de sub existir.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

INFARTO

Taquicardias constantes
Frio
Ar seco que entala
Gargantas e gritos que urram
(SILÊNCIO)
Made your self
Sensations
Idas e vindas
Contra – mao
Sempre ao contrário
Como se fosse por opção
(CAINDO AO CHÃO, BARULHO SECO)
faróis sempre iluminam
minhas ventas
(SINTO SOPROS EM MEU CANGOTE)
tempestades de luzes
cegando não os olhos
mas a alma
como se fosse uma máquina de tatuar
barulhenta e constante
dolorosa
(ACHO QUE É O DESFRIBILADOR, DÓI PRA CARALHO)
E por mais que milhares de faróis
Venham em minha direção
Mais cego vou seguindo
Menos urbano.
(ACHO QUE FODEU)
Eu, sempre
Seduzido pela
Gordura saturada
De um saquinho de batatas fritas.(BEM, AGORA SIM FODEU)


“Desistam, nós o perdemos.”
Ainda ouço, bem lá no fundo.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Guerra Santa

GUERRA SANTA

Física quântica
em teorias xamânicas.

Surdo som das palavras
do negro que
espanca o pilão .

Enquanto “Deus” passeia
em seu jardim
e encomenda
a morte de Lúcifer.

Na sexta do oito
décimo terceiro dia
numa encruzilhada
de galinhas negras.

Sapateando em ventas
Gabriel encomenda o serviço
contrata pai de santo.

Antes da batalha
lê o Corão e a Torá.

Guerra Santa

Maomé e Jesus Cristo
Stalin e Nélson Rodrigues
Lampião e Padim Ciço.

Diante do fim
Lúcifer chora
em sua cela
enclausurado
depressão pós – cocaína.

Sente na espinha
sangrando
e escorrendo
em seus pés
o gosto amargo
da traição.

Ele Lúcifer, pobre Diabo...

Ser morto numa encruzilhada
rodeado de galinhas pretas

Com Deus, Jesus e Maomé
bebendo vinho
saltando sobre sua tumba.